Pontos de encontro. O afeto como veículo de cura e a arte.
Pontos de encontro. O afeto como veículo de cura e a arte. Este texto se trata de uma entrevista com Joana Almeida, uma educadora e ativista de ocupações e da luta antimanicomial que levava uma vida nômade entre Rio e São Paulo até que, por um lance do acaso, foi parar no hospício por um ano... voluntariamente! Joana nos conta como se envolveu com o Hotel da Loucura - projeto transdisciplinar do médico, ator e diretor de teatro Vitor Pordeus fundado no Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira, no bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. A feira de rua, o jornal ReorgaNise , os coletivos atuantes e a relação com os internos, os assim chamados “usuários do Hospital” e o teatro: são memórias que vêm à tona nesta conversa sobre arte, afeto e afetividade na luta antimanicomial. Começarei fazendo um breve relato de uma das minhas primeiras experiências no Hotel da Loucura e como conheci a Joana Almeida. Joana andava meio nômade, precisav...